segunda-feira, 3 de setembro de 2007

NOTÍCIAS

RADICALISMO LIBERAL

Editorial do Mensageiro da Paz
Ano 77 – Número 1.468 – Setembro de 2007
Órgão Oficial das Assembléias de Deus do Brasil
Casa Publicadora das Assembléias de Deus

A grande ironia do uso do termo fundamentalismo em nossos dias é que justamente aqueles que o usam com o sentido de intolerância (os liberais) são os mais intolerantes de todos.
Uma análise da cultura ocidental hodierna comprova que não há nada mais contraditório hoje no mundo do que o fundamentalismo liberal, porque não há nada mais intolerante hoje no ocidente do que o liberalismo. É pura intolerância camuflada de tolerância para enganar ingênuos.
Os liberais, contraditoriamente, são extremamente intolerantes. Ora, se discordar é um direito, porque não podemos, como cristãos, discordar do ponto de vista de alguém não-cristão sem ser taxado de intolerantes? Isso significa que são “dois pesos, duas medidas”?
Os liberais atacam dogmas, mas têm eles mesmos um dogma que não aceitam de forma alguma que seja criticado: o relativismo. São absolutamente intolerantes quanto a isso. Aceitam a discordância dos absolutos, mas não aceitam que se discorde do relativismo. E mais: lutam pela imposição do relativismo sobre todos.
Assim o grande problema do liberalismo é que ele cria um novo modelo de intolerância. A intolerância passa a se transformar em intolerância na medida em que somos forçados ater de aceitar como igualmente certas as demais ideologias. O fundamentalismo liberal confunde a necessidade de coexistência pacífica entre as ideologias com a imposição da aceitação de todas as ideologias. Isso é um tremendo erro e injustiça. Podemos conviver pacificamente com as ideologias, mas não aceitar todas as ideologias.
Devido a essa visão liberal, hoje em dia somos atacados e em alguns momentos até proibidos de expressarmos nossas crenças e valores, mesmo que isso seja feito educadamente, sem agressões verbais. O que é isso, senão a imposição de um dogma?
Pregam a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo impedem a liberdade de expressão. O que é isso senão intolerância?
Há pouco tempo, alguém disse que “como demonstra a História, uma democracia sem valores pode converter-se facilmente em um totalitarismo aberto ou encoberto”. Assim como um monarca deve respeitar os valores morais, senão estará instaurando um regime absolutista, a democracia deve ser também norteada pelos valores morais, e não pelo relativismo moral. Pensar o contrário é levar o sistema democrático à autodestruição. Uma democracia sem valores tem o poder de extinguir a democracia em si.
Sem valores morais, o que nasceu sob o apanágio da tolerância se torna exatamente o seu oposto: um monstro de intolerância.

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